Olá!
Vou tentar colocar aqui um pouco de mim, da minha história, da minha vida. Prometo que tentarei ser tão sucinta quanto possível, contudo, preciso escrever. Confesso que estou "gestando"este blog a, mais ou menos um ano juntamente com diversos acontecimentos na minha vida, que foram evoluindo e amadurecendo e, finalmente, eu espero, ele está pronto para começar. Assim como EU!
Explicando: A mais ou menos um ano eu tive que abrir mão de muitas coisas para poder dar conta de algo maior que tudo: a saúde do meu bebê. Por recomendação médica parei de trabalhar para ficar em repouso total nos dois últimos meses da gestação. Neste momento, me senti o fracasso em pessoa. Senti que tinha falhado como mãe, como esposa, como profissional e como mulher (julgamentos á parte, era assim que eu me sentia). E este sentimento permaneceu, honestamente, até uns 4 ou 5 meses atrás, quando, finalmente, após muita terapia, auto-crítica e reflexões pessoais, comecei a enxergar as coisas de outro ângulo.
É com muita satisfação pessoal que escrevo este primeiro post, pois, certamente, ele é a personificação do meu recomeço, do meu encontro comigo mesma, da minha VOLTA POR CIMA!
Para me conhecer, é importante que se saiba que nasci, vivi e cresci numa família tipicamente comum. Pais separados, mãe trabalhando prá caramba, várias mudanças, três irmãos (por ordem de nascimento: Fabrício, Gerusa, eu, e Fernando), vários primos (quase como irmãos), muitos tios (quase como pais), enfim, fatos e pessoas que fizeram de mim o que sou hoje, pro bem e pro mal.
Sempre sonhei com a família perfeita, em ser a esposa perfeita e a mãe perfeita e, aos 17 anos de idade, conheci o marido e pai dos meus filhos, perfeito. Conheci o Rô em 1996, noivamos em 2001 (quando ele se formou) e casamos em 2004 (quando eu me formei). Tudo perfeitamente planejado e calculado. Em 2007 decidimos que estava na hora de aumentar a família e, da forma mais planejada possível, nos preparamos para o nosso primeiro filho. A Emilli nasceu em setembro de 2008, de parto natural, linda, abençoada, uma princesinha, tudo conforme sonhado......só que eu não fiquei feliz, sabe, feliz de verdade.
Quem tem filho sabe que os nossos planos e projetos diários, as nossas "idéias"sobre qualquer coisa, vão por água a baixo no dia-a-dia de uma mãe. Que ser mãe é saber ser flexível de todas as formas, ajustar as coisas aqui e ali. Mas eu não sabia ser assim, eu achava que se as coisas não aconteciam como deveriam (na minha cabeça), era culpa minha, fracasso meu!!!!!!!!
Os anos foram se passando e, apesar da alegria imensa em ter uma filha linda, amada, querida, esperta, saudável, e tudo o mais que uma mãe pode sonhar, tudo isso junto com um marido incrivelmente amigo e companheiro, eu me sentia cada vez mais fracassada, mais arrasada, como se não fosse merecedora desta dádiva divina que é SER MÃE.
Como se não bastasse me sentir um fracasso como mãe de uma "pobre criança inocente", descobri, em 2010 que estava esperando mais um bebê, assim, sem planejar, sem me preparar, de surpresa.
DESESPERO TOTAL!
Até que chegamos ao momento crucial da minha decadência mental sobre mim mesma, o maldito dia em que o obstetra falou que eu deveria ficar de repouso, parar de trabalhar, enfim..., pois o bebê não estava crescendo o suficiente. Ou seja, estava confirmado que eu não tinha condições de trabalhar, cuidar da minha filha, cuidar da casa e ainda manter uma gravidez saudável. Coitadinhos dos meus filhos, não mereciam uma mãe tão incapaz!!!!! ("close caption" dos meus pensamentos na época).
Felizmente, o Nicolas nasceu muito saudável em julho de 2011, também de parto natural com a médica de plantão, pois, foi justamente no dia em que o obstetra saiu de férias (mais um planejamento que foi pelo ralo). E, desde então eu venho aprendendo a ser mãe de dois filhos maravilhosos que me ensinam, todos os dias que o IMPORTANTE MESMO é o amor que sentimos um pelo outro. Se as coisas não dão certo num dia, fazemos o que conseguimos da melhor forma possível e tentamos de novo no dia seguinte!
Assim, aprendi que não devemos colocar nossas vidas em cima de planos e planejamentos, devemos nos beneficiar das surpresas da vida, pois elas irão acontecer de qualquer forma, gostemos ou não. Que tal transformar estas surpresas em nossas aliadas?
Hoje, não consigo imaginar a minha vida sem o Nicolas, ou sem qualquer outro membro da minha família, planejados ou não e, ver os meus dois filhos junto, a sua cumplicidade que nasceu no momento em que se olharam pela primeira vez, penso que seria realmente um crime não dar um irmão de presente para a Emilli. Me faz lembrar da minha vida, dos meus irmãos e de como, de forma totalmente inesperada, aos 7 anos de idade eu ganhei um irmãozinho, que, aos poucos se tornou um grande amigo.
Vivas ao inesperado!!!!!
Finalmente, uma frase típica dita por mim é: "Gerusa, temos 9 meses para aprender a ser mãe.". Um pensamento nunca antes dito em voz alta, após aprender o que é realmente ser mãe é: " e devemos levar a vida toda para aperfeiçoar esta condição."
Hoje eu sei que ser mãe é estar constantemente aprendendo a lidar com as emoções, com as frustrações e com as razões. E é disso que pretendo falar aqui. Das coisas boas e ruins; das coisas engraçadas e das que só rimos para não chorar; enfim, do meu dia-a-dia de mãe, esposa e, quando sobra um tempinho, mulher.
Espero que gostem. Muito prazer!