sábado, 11 de agosto de 2012

O mau humor não vence o amor!


Em um de seus ciclos semestrais de mau humor, rumo á escola, a Emilli, desdenhando de seu irmão mais novo falava (da forma mais emburrada possível):  - "O Nino não sabe falar; não sabe falar mamãe; não sabe falar papai; não sabe falar mana; não sabe falar nada!"
Enquanto isso o Nicolas na sua serenidade e tranquilidade habitual, esperou o momento mais silencioso do carro e falou em alto e bom som, para que ninguém tivesse dúvidas: - "PAPAIIIIII", desarmando até a sua irmã rabugenta, que não conseguiu segurar o mau humor e caiu na gargalhada batendo palmas toda orgulhosa do grande feito do maninho querido.


Desculpem a ausência, mas agora estou de volta!!!!!!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

PRIORIDADES

Ontem, na avaliação trimestral da escola da Emilli, recebi um texto prá lá de interessante, que se encaixou perfeitamente com o meu dia.
O texto de um autor desconhecido cujo o título era "Pais querem paz, filhos querem pais", falava, dentre outras coisas, sobre a eterna falta de tempo que, principalmente os pais que trabalham o dia todo fora, têm (ou deixam de ter - hehe), mostrando que esta falta de tempo não é desculpa para darmos pouca ou nenhuma atenção aos nossos filhos ao longo do dia, deixando claro que o que falta não é o tempo, mas sim a disponibilidade deste.
Ou seja, é tudo uma questão de prioridade!!!!!
Impressionante como o texto casou perfeitamente comigo neste momento. Confesso (não sem um pouco de culpa) que, muitas vezes, mesmo tendo o dia todo em casa com as crianças, acabei por deixar passar muitos destes dias sem aproveitar um minuto sequer com eles.
Uma vez na terapia, a Karla (psicóloga) me questionou se eu sentia qualquer tipo de prazer nas coisas que eu fazia no meu dia-a-dia, isso bem na época das férias de verão, ao que eu me deparei, para o meu desespero, com a seguinte resposta: NÃO!
Gente, eu passava o dia todos com os meus filhos, no verão, limpando a casa, cuidando deles, apenas. Esperando o dia acabar!
UM CHOQUEEEEEE!!!!!
Tenho certeza que esta revelação foi decisiva para a minha mudança de atitude. Criança cresce muito rápido e o tempo não espera as crises existênciais passarem para passar depois. A vida acontece agora e do jeito em que você se encontra.
Voltando ao texto, fiquei muito feliz ao lê-lo e perceber que eu não estava (mais) fazendo como estes pais referidos pelo autor, principalmente por lembrar que neste mesmo dia eu tinha aproveitado MUITO os meus pequenos, além de fazer todas as outras coisas que eu tinha que fazer como cuidar da casa, fazer comida, cuidar da roupa, etc...
Exemplo: Ontem de manhã com o almoço pronto e o Nicolas dormindo, eu estava insistentemente mandando a Emilli para o banho e só recebia de resposta, "já vou; espera terminar isso; espera terminar aquilo....", quando me dei conta que, ao invés de brigar com ela eu poderia aproveitar o tempinho de demora dela para tomar o meu banho. Falei para ela que iria para o banho e que, quando eu chamasse era para ela tirar a roupa e ir para o banheiro. Como eu estava debaixo do chuveiro, a danada veio correndo, pois queria tomar banho junto!!!! Lá pelas tantas pediu: "manhê.....posso tomar banho no teu colo??" E quando eu a peguei no colo e nos enfiamos em baixo do chuveiro ela disse: "QUE DELÍCIA ESSE BANHO JUNTINHAS!"
Pronto!!!
Foram 5 minutos de banho que valeram por um dia inteiro (na verdade muito mais)  de satisfação!!!!!
E pensar que eu perdi muito destes momentos, principalmente com ela..... NUNCA MAIS!


quarta-feira, 6 de junho de 2012

TENTANDO - e acertando - UMA NOVA ABORDAGEM :D

Esta noite foi uma daquelas que faz qualquer casal sem filhos pensar seriamente na possibilidade de nunca os tê-los.
Explico: Fui para a cama com uma indisposição terrível, muita dor de estômago e enjoo. No meio da noite a Emilli aparece no nosso quarto e, ao lado da cama (no MEU lado), começa a chorar pois havia feito xixi na cama (sim, estamos passando por este drama em casa!!!!). Como eu não estava nada bem, o Rô, prontamente vai ao encontro da nossa pequena para trocá-la e colocá-la novamente na cama, após  a troca dos lençóis. Tudo isso, num frio de rachar.
Após muito choro, a Emilli finalmente volta a dormir e o Rô volta para a cama (geladooooo). 
Pouco tempo depois escutamos a Emilli chamando o pai aos prantos, pois havia vomitado.....enfim, noite toda em claro, aflitos, gelados e com muita dor!!!!!
Até muito pouco tempo, uma noite dessas seria o suficiente para estragar os próximos meses da minha vida, pois no dia seguinte eu teria que fazer tudo diferente do que normalmente fazia, já que me esperava uma pilha gigantesca só da roupa que foi sujada naquela noite, isso misturado com a grande possibilidade de a Emilli acordar muito doente, já que passou a noite vomitando, e com o meu próprio mal estar de uma gripe inconfundível que se cura apenas COM UM BOM DESCANSO, coisa muito rara nos dias de hoje.

NÃO DESTA VEZ! Hoje decidi que seria diferente!!!

Acordei um pouco mais tarde, pois precisava descansar um pouco mais, aproveitando que a Emilli ainda dormia devido ter passado a noite em claro e o Nicolas (que anjo), mamou cedinho e dormiu novamente!!!!
Ao acordar, decidi que precisava cuidar dos meus filhos, e foi o que fiz. Organizei o básico da casa, coloquei o que deu de roupa para lavar e passei a manhã descansando e cuidando dos pequenos. Sem estress!
Quando chegou a hora de pensar no almoço, decidi que se eu fizesse um arroz e uma salada (coisa rápida) e esquentasse o feijão da semana, era só ligar para o maridão e pedir para que passasse em um restaurante no caminho e comprasse uma carne para acompanhar. PRONTO!!!!
Assim, contrariando uma vida de preocupação e neurose sobre como ser a mãe perfeita, hoje eu decidi que iria relaxar:

- não mandando a Emilli para a escola, afinal ela passou a nloite em claro e, apesar de não ter mais sintoma nenhum, precisava de um dia de descanso;
- fazendo um belo bolo com a minha filhota para depois comermos juntas com um bom copo de leite no meio da sala assistindo todos os desenhos que ela quis e fazendo, como ela mesma declarou "o melhor dia de bolo do mundo!!!!!"; (ainda bem que a Pink estava lá para limpar todo o farelo do bolo que se espalhou pela sala toda!!!!)
- colocando um colchão na sala, e assistindo com a minha pequena, enroladinhas no cobertor, pela milésima vez o filme "Enrolados";
- pegando no sono no meio da tarde junto com a Emilli e tirando a soneca mais gostosa do mundo (enquanto eu escrevo, ela permanece no seu soninho merecido);
- ligando para o maridão e convidando-o para pegar um cineminha logo mais (já que ele foi um verdadeiro príncipe encantado esta noite);
- ahhhh....e por último, mas não menos importante, mandando o meu pequeno bebê para a escola, já que ele dormiu a noite toda e não está doentinho, só para poder passar uma tarde "de garotas" sem culpa nenhuma no coração!!!!!!

Muita gente pode ler isto e não achar nada demais passar um dia assim, confesso que já passei outros assim, afinal não sou um robô, mas a diferença aqui está na culpa que não senti em fazer o que eu queria de verdade e não o que eu achava que deveria fazer, como TODA BOA MÃE QUE SE PREZE. 
Quer uma prova???? Vem aqui olhar a pilha de roupa que tenho para passar e que eu "deveria estar passando ao invés de estar escrevendo bobagens no computador" (esta sou a EU, digamos, megera, falando para a EU, digamos, desencanada).

Bem, agora eu vou tratar de me arrumar bem bonita para esperar os meus príncipes e, logo mais, pegar um cineminha com o Rô, já que o dia não foi dos mais fáceis e EU MEREÇO ;)

*** Da roupa eu cuido amanhã bem cedinho, enquanto todos dormem - hehehehehe







sexta-feira, 1 de junho de 2012

Resumidamente (tanto quanto possível) !

Olá!
Vou tentar colocar aqui um pouco de mim, da minha história, da minha vida. Prometo que tentarei ser tão sucinta quanto possível, contudo, preciso escrever. Confesso que estou "gestando"este blog a, mais ou menos um ano juntamente com diversos acontecimentos na minha vida, que foram evoluindo e amadurecendo e, finalmente, eu espero, ele está pronto para começar. Assim como EU!
Explicando: A mais ou menos um ano eu tive que abrir mão de muitas coisas para poder dar conta de algo maior que tudo: a saúde do meu bebê. Por recomendação médica parei de trabalhar para ficar em repouso total nos dois últimos meses da gestação. Neste momento, me senti o fracasso em pessoa. Senti que tinha falhado como mãe, como esposa, como profissional e como mulher (julgamentos á parte, era assim que eu me sentia). E este sentimento permaneceu, honestamente, até uns 4 ou 5 meses atrás, quando, finalmente, após muita terapia, auto-crítica e reflexões pessoais, comecei a enxergar as coisas de outro ângulo.
É com muita satisfação pessoal que escrevo este primeiro post, pois, certamente, ele é a personificação do meu recomeço, do meu encontro comigo mesma, da minha VOLTA POR CIMA!
Para me conhecer, é importante que se saiba que nasci, vivi e cresci numa família tipicamente comum. Pais separados, mãe trabalhando prá caramba, várias mudanças, três irmãos (por ordem de nascimento: Fabrício, Gerusa, eu, e Fernando), vários primos (quase como irmãos), muitos tios (quase como pais), enfim, fatos e pessoas que fizeram de mim o que sou hoje, pro bem e pro mal.
Sempre sonhei com a família perfeita, em ser a esposa perfeita e a mãe perfeita e, aos 17 anos de idade, conheci o marido e pai dos meus filhos, perfeito. Conheci o Rô em 1996, noivamos em 2001 (quando ele se formou) e casamos em 2004 (quando eu me formei). Tudo perfeitamente planejado e calculado. Em 2007 decidimos que estava na hora de aumentar a família e, da forma mais planejada possível, nos preparamos para o nosso primeiro filho. A Emilli nasceu em setembro de 2008, de parto natural, linda, abençoada, uma princesinha, tudo conforme sonhado......só que eu não fiquei feliz, sabe, feliz de verdade.
Quem tem filho sabe que os nossos planos e projetos diários, as nossas "idéias"sobre qualquer coisa, vão por água a baixo no dia-a-dia de uma mãe. Que ser mãe é saber ser flexível de todas as formas, ajustar as coisas aqui e ali. Mas eu não sabia ser assim, eu achava que se as coisas não aconteciam como deveriam (na minha cabeça), era culpa minha, fracasso meu!!!!!!!!
Os anos foram se passando e, apesar da alegria imensa em ter uma filha linda, amada, querida, esperta, saudável, e tudo o mais que uma mãe pode sonhar, tudo isso junto com um marido incrivelmente amigo e companheiro, eu me sentia cada vez mais fracassada, mais arrasada, como se não fosse merecedora desta dádiva divina que é SER MÃE.
Como se não bastasse me sentir um fracasso como mãe de uma "pobre criança inocente", descobri, em 2010 que estava esperando mais um bebê, assim, sem planejar, sem me preparar, de surpresa.
DESESPERO TOTAL!
Até que chegamos ao momento crucial da minha decadência mental sobre mim mesma, o maldito dia em que o obstetra falou que eu deveria ficar de repouso, parar de trabalhar, enfim..., pois o bebê não estava crescendo o suficiente. Ou seja, estava confirmado que eu não tinha condições de trabalhar, cuidar da minha filha, cuidar da casa e ainda manter uma gravidez saudável. Coitadinhos dos meus filhos, não mereciam uma mãe tão incapaz!!!!! ("close caption" dos meus pensamentos na época).
Felizmente, o Nicolas nasceu muito saudável em julho de 2011, também de parto natural com a médica de plantão, pois, foi justamente no dia em que o obstetra saiu de férias (mais um planejamento que foi pelo ralo). E, desde então eu venho aprendendo a ser mãe de dois filhos maravilhosos que me ensinam, todos os dias que o IMPORTANTE MESMO é o amor que sentimos um pelo outro. Se as coisas não dão certo num dia, fazemos o que conseguimos da melhor forma possível e tentamos de novo no dia seguinte!
Assim, aprendi que não devemos colocar nossas vidas em cima de planos e planejamentos, devemos nos beneficiar das surpresas da vida, pois elas irão acontecer de qualquer forma, gostemos ou não. Que tal transformar estas surpresas em nossas aliadas?
Hoje, não consigo imaginar a minha vida sem o Nicolas, ou sem qualquer outro membro da minha família, planejados ou não e, ver os meus dois filhos junto, a sua cumplicidade que nasceu no momento em que se olharam pela primeira vez, penso que seria realmente um crime não dar um irmão de presente para a Emilli. Me faz lembrar da minha vida, dos meus irmãos e de como, de forma totalmente inesperada, aos 7 anos de idade eu ganhei um irmãozinho, que, aos poucos se tornou um grande amigo.
Vivas ao inesperado!!!!!
Finalmente, uma frase típica dita por mim é: "Gerusa, temos 9 meses para aprender a ser mãe.". Um pensamento nunca antes dito em voz alta, após aprender o que é realmente ser mãe é: " e devemos levar a vida toda para aperfeiçoar esta condição."
Hoje eu sei que ser mãe é estar constantemente aprendendo a lidar com as emoções, com as frustrações e com as razões. E é disso que pretendo falar aqui. Das coisas boas e ruins; das coisas engraçadas e das que só rimos para não chorar; enfim,  do meu dia-a-dia de mãe, esposa e, quando sobra um tempinho, mulher.
Espero que gostem. Muito prazer!